terça-feira, 17 de agosto de 2010

Paris- 2º dia.
























Acordamos, tomamos nosso café da manhã com deliciosos queijos franceses...Sim,não era um sonho. Estávamos em Paris!!!


Na saída do hotel percebi logo de frente uma bela loja de chás, com latinhas, bules e tudo relacionado à chás. Lembrei-me então da encomenda de minha vizinha e fiz mais uma comprinha...

De lá fomos pegar o metrô em direção ao Aquárium Tropical, que fica no 12ºeme.O preço do ingresso não é barato. mas os peixes sempre fazem parte do roteiro turístico do Re. Lembrei-me do aquário de Santos, que é belíssimo, mas a diferença do de Paris é que além de ser mais iluminado, tem lugares pra se sentar e esperar pacientemente o Re olhar cada peixinho, kkkk.

Lá vimos muitas crianças pequenas com seus monitores ...
Tomamos um capuccino no bar do aquário(definitamente detestei o cafezinho europeu)e fomos então à procura da Catedral Notre Dame(de metrô).

A região próxima à Catedral é repleta de lojinhas. Compramos camisetas, postais e mais umas lembrancinhas. Paramos ao lado do Rio Sena pra fotografar. Então fomos conhecer a grandiosa catedral...sem palavras...construção magnífica, cheia de detalhes. Vimos que a fila de entrada não estava muito grande e resolvemos conhecer por dentro antes de almoçar.
Na porta uma cena engraçada que fez-me pensar nos meus meninos se estivessem conosco nesse "sonho a dois". Um brasileirinho aborrecente discutia com o pai que não tava a fim de entrar. O pai dizia"Beleza, vai ficar onde, e com quem???"
Ai que vontade de dizer pro garoto: aproveita garoto pra ver tudo que você puder ver...ai se todo mundo tivesse a oportunidade de conhecer Paris tão jovenzinho...

Mas fingi não ser brasileira e fui observando detalhes por detalhes(como se tivesse jeito de ver tudo numa só visita). Ao passar pela imagem de Joana D'Arc senti uma emoção muito forte, quase uma tristeza.
Lá o Re comprou umas medalhas de lembrança, pro Lele e pra tia dele.
Saímos da Catedral em busca de um restaurante.

Andamos poucos minutos nas ruas laterais à Catedral e escolhemos um bistrô. Pedimos o menu do dia que vem salada com pão e queijo, o prato principal e uma garrafinha de vinho. Aproveitei pra escrever os postais.

Depois fomos andando nas margens do Sena e encontramos uma feirinha de livros usados muito bacana.

Fomos a procura de uma agência de correios, achamos a Rua do Rivoli com muitas barraquinhas tipo camelô com vários souvenirs nas calçadas.Andamos mais um pouco e achamos o Centro George Pompidou. Não entramos pois ainda queria ir até o Arco do Triunfo.
Não conseguimos achar nenhuma agência dos correios então fomos até o Museu do Louvre, pra conhecermos primeiramente sua área externa pois já sabia que o melhor pra não enfrentarmos filas seria comprar os ingressos antecipadamente nos site ou lojas Fnac, aquelas mesmas que temos aqui no Brasil...

Chegamos ao Museu de Louvre...a medida que caminhávamos ouvíamos alguém tocando uma música clássica num violino, flautas e outros insrumentos...A construção externa do museu é grandiosa e ao chegarmos à praça central tivemos a visão da pirâmede de vidro, uma mistura do antigo com o moderno. Várias pessoas estavam sentadas ao lado da fonte e se refrescando.Deixamos então a visita interna na manhã seguinte após adquirirmos os ingressos.

Fomos então à procura da avenida Champs Elissé,a mais chique do mundo. Paramos num restaurante pra saber se estávamos na direção certa. Um francês(todo mundo sabe, eles detestam falar inglês), não enendia o nosso inglês, ou fazia que não entendia...aí finalmente ele exclamou:"CHOOOMSSS Elisée, CHOOOMS..." A gente estava falando CHAMS...e por fim o mui simpático françuá nos explicou o caminho...

Estava choviscando quando chegamos a Place de La Concordia, e vimos de longe a grande roda gigante.

Vi, ao final da praça, o restaurante Lenotré onde li que há macorrons, doce delicado francês,que são deliciosos. Também vi uma barraca vendendo crepe de Nutella,mas não paramos pois nosso tempo era curto.
Chegamos à famosa rua, lotada de pessoas caminhando e muitas lojas de marcas famosas enormes. Passamos pela casa onde Santos Dumont morou e fotografamos a placa.
Entramos em algumas lojas, algumas só de maquiagem lindíssimas.Também entramos na loja Monoprix, onde pude perceber que os preços de roupas são bem mais em conta.
Caminhamos então toda a avenida, que são 4,5 km e enfim chegamos ao Arco do Triunfo(grandioso e imponente, como tudo em Paris).Aravessamos a avenida por baixo de um túnel(é impossível atrevessar por cima). Lembrei-me dos túneis debaixo do Eixão em Brasília...mas um pouquito diferente, hehehe...

Tiramos fotos e voltamos pra avenida pra lanchar num fast food.Depois encontramos a Fnac e compramos os ingressos pro Louvre.Já estava exausta e meus pés doendo demais...calculo que andamos uns dez quilômetros só neste dia...Voltamos pro hotel pra nos preparar pro último dia da Cidade Luz...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Paris: sonho e realidade.














Acordamos cedo na bela Brugge e fomos até a estação pra pegar o trem em direção a Bruxelas. Já tinha a passagem de Bruxelas a Paris.
A viagem foi bem tranquila, passsamos por várias estações e numa delas entraram várias crianças de 08 a 10 anos.Aquele barulho e risadas de crianças e seus monitores. Creio que era uma colônia de férias. No assento na nossa frente sentaram dois garotinhos bem loirinhos: um de olhos verdes e outro de olhos azuis.Um com cara de danadinho e outro mais tímido. O Re ficou brincando com eles e perguntando várias coisas em inglês. O mais danado respondia as perguntas pra ele e pro outro. O outro só olhava desconfiado. Uma graça de crianças.

Chegamos a Bruxelas com folga no horário pra pegar o nosso trem até Paris.Pensava até na possibilidade de conhecer o centro de Bruxelas mas acabamos desistindo e fomos lanchar. Ali dei mais um dos meus foras: fui pedir um cappucino( o café nestes países é ralo, horroroso)e queria um biscoito, bolinho(algo assim na falta de pão de queijo e broa de fubá, rsrsrs).Mas as palavras não vinham na minha mente e o Re estava distante com as malas.Pensei, pensei e vi então um bolinho e no lugar de falar "Donuts" acabei falando"I want a Nugget, please". A moça riu e me disse: I think you want a Donuts".
Ai que horror...confundir bolinho com franguinho, kkkkkkk....voltei pro balcão rindo e o Re prometeu que ia contar todos meus foras pra todos os meus parentes...

Entramos no trem-bala e em pouco tempo chegávamos a Gare du Nord, uma das estações em Paris: um local muito velho, lotado de gente de toda parte do mundo(creio).Paramos numa lanchonete pra comer um sanduba e logo veio um mendigo esmolar. Depois umas mocinhas vestindo vários panos com uns bilhetes também pedindo ajuda.(Quando retornarmos ao Brasil vi no noticiário que Paris está cheio de ciganos que usam essas mocinhas pra ficar mendigando).
Fomos procurar informações de como chegar ao hotel. Um rapaz num balcão nos explicou a linha de metrô que deveríamos pegar. E assim fomos...
Essa parte eu realmente não estava preparada. Como são velhas as estações de metrô de Paris...mas o problema principal é a falta de escadas-rolante...um sobe e desce com malas nas mãos...

Descemos na Bastille e fomos ligar pros filhos...Andamos mais um pouco e chegamos ao hotel...e mais escadas. Nosso quarto ficava o segundo andar(e nada de elevador)...O quartinho era muito simples, o banheiro idem. Mas tudo bem...estava limpinho e estávamos ali pra passear...

Tomamos nosso banho e rua...mesmos exaustos não podíamos perder o resto do dia.
"E qual o local que iremos conhecer primeiro?", o Re me indagou. La Tour Eiffel é claro.
Voltamos às escadarias do metrô mas sem o peso das malas. Já sabia onde deveríamos descer: uma estação antes da Torre, no Trocadeiro, a melhor vista dela.

Saímos da estação, demos uma voltinha no corpo e lá estava ela: o monumento mais famoso do mundo. Linda, gigantesca!!!
E lá estavam vários africanos vendendo suas miniaturas( arrependi-me depois de ter comprado apenas cinco chaveirinhos).

Tiramos muitas fotos e fomos caminhando a seu encontro e à procura da fila da bilheteria. Já estava preparada pra enfrentar umas duas horas na fila, mas pra minha surpresa não estava tão longa( pelo menos pra subir...).
Encontramos na fila muitos brasileiros;é estranho como a gente consegue rapidamente perceber que são brasileiros mesmo com aparência diferente: brancos, loiros,ruivos, negros ou morenos que vimos em nossa viagem, a gente "bate o olho" e logo fica tentando ouvir a fala pra certificar se é gente nossa...Não erramos nenhuma vez!
Mas enfim, depois de 30 min. estávamos misturados a uma dessas barulhentas excursões de brasileiros de meia idade e outra de americanos adolescentes que gritavam sem parar, alguns japas e suas máquinas poderosas e muias outras nacionalidades...
Subimos até o topo da Torre. Que visão magnífica tivemos da beige Paris!!!Bebemos nosso primeiro champanhe e brindamos nossa viagem, nossos vinte anos juntos, nossos meninos,e finalmente às nossas vidas...

A descida da Torre tirou logo em seguida todo e qualquer romantismo: tivemos que enfrentar uma fila que dava voltas em caracol, talvez inspirada no formato da cidade. Mas o Re acabou conhecendo um casal do Canadá e ficamos batendo papo. Fotografamos o painel com a distância de nossa Brasília.

Descemos, fomos andar mais um pouco nos gramados a frente da Torre. Várias pessoas faziam piquenique e tinha muita sujeira jogada pelo gramado.Vimos então a Torre se ascender, brilhando, piscando, um espetáculo maravilhoso.

Voltamos exaustos pro hotel conhecendo enfim um tiquinho de Paris : Paris sonho e Paris realidade..

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Brugge e Blankenberge(praia) - 2º dia

Depois de uma noite bem descansada num ótimo hotel(não estou aqui pra fazer propagandas mas o Flanders hotel é bem confortável: o melhor de toda nossa viagem), fomos até a estação central de Brugge pra nos informar como iríamos até Blankenberge e conhecer uma praia européia.Mas antes vimos uma banda militar passando e tocando sax, clarineta, flautas...Lembrei-me do meu caçula e sua paixão por instrumentos musicais O Re filmou este momento que me deixou emocionada. Esta pequena cidade,distrito de Brugges fica bem próxima a Brugge e(se não me engano) em menos de 20 min. já estávamos lá. Descemos numa rua cheia de pessoas(era feriado belga) e de lá fomos caminhando até a praia dos Países Baixos. Subimos uma escadaria e enfim tivemos a primeira visão do Mar do Norte e de sua areia(a praia chama-se De Pier Blankenberge).Nesta cidade que é uma província da região Flanders ocidental da Bélgica teve um morador ilustre,o inventor das lentes de contato. O mar, bem diferente do nosso verão,tinha águas meio cinzentas. Na areia eles separam áreas de diversão com parquinhos pras crianças, cadeiras de praia e uma espécie de mureta(creio que pra proteger dos ventos fortes).De lá vimos um pier enorme e em cima do pier um restaurante. Muitas pessoas faziam esportes naúticos, velejavam e também havia pescadores pro deleite do Re...O Re deu uma nadadinha naquelas águas geladas(pra mim). Ele pra variar disse que estava muito boa a água e que jamais ia deixar de nadar na primeira praia que conhecemos na europa em pleno verão. Fomos até o pier pro Re dar uma pescadinha... Andamos bastante por toda a cidade, fomos até o porto, almoçamos num restaurante e conhecemos mais uma cerveja belga.Passamos por uma igreja e fotografamos. Voltamos pra Brugge por volta das 20 horas. Pegamos um ônibus errado, ao pedir informação pra um rapaz belga ele nos explicou o ônibus e perguntou-nos de onde éramos e achou muito legal sermos brasileiros. Daí ele perguntou pra um senhor mais velho o melhor transporte pra voltar pra Brugges e eles ficaram discutindo( uma cena hilária pra nós) com aquele sotaque bem gutural e falando bem alto: um falava,e o outro retrucava" niiiiii, ni, ni, ni,niiiiiiii". Acho que é "Não não,não"....O ônibus parou e no ponto tinha outro escrito Brugge: eu eo Re gritamos "Thank you", e o simpático belga falou em bom português:"BOM DIA"... Chegando em Brugge vimos a praça central cheia de pessoas tomando cerveja,cantado e acompanhando um show que estava acontecendo.De lá fomos andar mais e mais...Entramos num parque, demos algumas voltas e por fim achamos um moinho...Pelo meu semblante na foto dá pra perceber que eu já estava extremamente cansada e a bateria da máquina findando...Voltamos pro hotel pra nos preparar pra próxima viagem:Bruxelas e Paris...

sábado, 7 de agosto de 2010

Brugge, Bélgica: um lugar muito especial.



















Após passar dias muito agradáveis em Amsterdam, fomos pra Brugges. Já estava com as passagens do trem-bala até Antuérpia, onde faríamos baldeação pra Brugge.
Já tinha noção de que a estação central de Antuérpia é belíssima mas só mesmo estando lá pra perceber a grandiosidade e beleza daquela estação: uma verdadeira obra de arte.Saímos um pouco pra área externa da estação, tiramos umas fotos de um monumento, de umas pequenas fontes no chão e da entrada do Zoo de Antuérpia.Sempre aparecia uma senhora, ou um casal oferecendo pra nos fotografar, assim como em toda a viagem.
Pegamos então nosso próximo trem.Chegamos a Brugge e fomos descobrir como chegar ao hotel. Não tinha nenhum mapa de Brugge, mas como sabia que a cidade é pequena(um pouquinho maior que o bairro que moro, rsrsrs),e o hotel fica na região central confiamos que seria fácil localizá-lo. Pegamos um ônibus em direção ao centro. Em seguida entrou uma senhora negra, muito diferente das pessoas dali, acompanhada por três garotinhos pequenos e um bebê num carrinho. Afastei minha mala para que ela pudesse colocar o carrinho e o Re perguntou-lhe se sabia onde ficava o hotel. Ela meio sem graça respondeu que não falava inglês" só falo português"...Achamos engraçada a situação, o Re disse"nós também falamos português" e refez a pergunta sobre o hotel. Ela era nova na cidade, então pegou seu celular e num português nem dos brasucas, nem dos portugas perguntou o endereço para o marido. Depois de algumas voltas ela nos disse:"vamos descer aqui, a rua fica bem próxima". E então foi nos acompanhando com aquela filharada toda até a rua do hotel.
Chegando ao hotel tivemos outra grata surpresa: a garota da recepção após nos fornecer um mapa com várias informações turísticas e descontos de passeios, nos informou que Brugges estava em festa. Era dia 20 de julho e no dia 21 de julho era um feriado nacional, pois no dia 21 de julho de 1831, Leopoldo I foi entronizado o primeiro rei da Bélgica(Nationale feestdag).
Após o banho saímos pra almoçar, conhecer e passear pela bela cidade medieval.A localização do hotel era excelente, dava realmente pra fazer tudo a pé.Chegamos a praça central que estava toda preparada pra um show de rock. Lembrei-me de meu filho mais velho, que tem uma banda de rock.
A cidade toda medieval é indescritível: as construções, os prédios, as pontes, os canais, igrejas, enfim tudo lindíssimo.
Fizemos um passeio no canal. O piloto do barco perguntou:" quem fala inglês": muitos levantaram as mãos"Quem fala francês"...eu então falei: "e quem fala português do Brasil?"( falei em inglês). Muitos riram. Então o guia disse em inglês:"ah, o Brasil, eu conheço: conheço Ouro Preto,Parati e Salvador. Ele então foi explicando várias coisas sobre a cidade e fazendo uma piadinhas: eu particularmente não entendia as piadas, só sabia que era piada pela entonação da voz e pelo fato de um casalzinho(provavelmente em lua de mel), ficarem dando gargalhadas.No final ele olhou pra nós e disse"obrigado", em português...
Após o passeio, fomos explorar um pouco mais a cidade e descobrimos um parque lindíssimo, com árvores exuberantes. Retornamos ao hotel e paramos num pequeno restaurante de frente do hotel pra conhecermos mais uma cerveja belga.
Assim terminou nossa primeira noite naquela cidade que nos deixou belas lembranças.