quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Amsterdam:novas paisagens.

















Aos poucos fomos conhecendo as novas paisagens da Veneza do Norte. Os canais são realmente belíssimos e na minha avaliação o canal do Príncipe Oranje, Prinsegracht é um dos mais bonitos com casas flutuantes enfeitadas com muitos jardins. Resolvemos almoçar numa panquecaria, pois panquecas são comidas típicas dos holandeses. Pegamos o endereço e fomos andando em busca do restaurante. Acabamos andando 4,5 km, ou seja, o canal inteiro.O restaurante muito agradável estava lotado e tivemos que esperar na porta vagar uma mesa.
Achei um pouco estranho o sabor da panqueca, bem diferente daquelas que fazemos aqui em casa.Mas a omelete estava muito boa. Após o almoço terminamos a caminhada pelo canal e encontramos a feira da Noodermarkt, uma praça que tem uma feirinha com queijos, pães, geléias, etc. Achei muito estranho as vendedoras pegarem os pães com a mão, sem luvas. Descobri depois que isto é comum na Europa, pelo menos nos três países que visitamos.Cultura é mesmo uma coisa muito estranha, mas cada um com a sua.
Lá nesta feira fotografamos a igreja Nooderkerk,que foi construída entre 1620-1623,a primeira de Amsterdam a ser construída em formato de cruz grega por trablhadores protestantes do distrito de Jordaan.
Andamos mais um pouco pelo Jordaan e depois fomos ao Vondelpark, um parque enorme com 48 hectares. Lá tinha várias pessoas deitadas na grama aproveitando o sol, muitos casais passeando com seus filhos.Logo na entrada do parque fiquei encantada com a quantidade de hortências bem branquinhas. Tudo muito lindo!!!
Já estava quase anoitecendo quando achamos a praça dos museus com a propaganda do cartão "I Amsterdam", e mais fotos...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Amsterdam: feira e zoológico.












Aos poucos fomos conhecendo Amsterdam e seus segredos. Optamos por andar a pé para melhor conhecê-la e como andamos!!!
Saímos pela manhã para procurar um adaptador elétrico pra nossa máquina e por um acaso daqueles que não existe achamos uma feira que já estava no nosso roteiro: Albert Cuypmarkt.Nem imaginava que esta feira que eu havia anotado no meu diário estava apenas a uns trezentos metros do hotel.Lá tiramos muitas fotos, o Rê além de achar o adaptador comprou um sinetinha típica holandesa pra colocar na nossa bicicleta. Provamos algumas frutinhas e tiramos muitas fotos. Lá pegamos informações de onde comprar as flautas do Lelê. Fomos até centro de tram, andamos muito mas nas lojas de instrumentos musicais não conseguimos achar as flautas que nosso caçula pediu.Depois de almoçar num pequeno restaurante fomos ao zoológico.
O zoo é enorme, muito organizado, o ingresso é bem caro(18 euros pra cada), mas pra quem é apaixonado por bichos como o Re, vale muito a pena. Fiquei bem cansada mas pude sentar-me por várias vezes pois ao contrário dos zoos que conheço aqui no Brasil sempre há lugares limpos pra sentar, lanchonetes e restaurantes. Na entrada há uma lojinha linda de brinquedos infantis. Fiquei imaginando meus filhos mais novinhos como irião ficar loucos com aqueles brinquedos...
Os bichos são bem tratados, há um local de bichos taxidermizados, um lindo aquário,inúmeros pinguins de Magalhães com casais com ninhos e filhotes, uma cachoeira artificial, etc e etc. Muitas famílias estavam passeiando com suas crianças e aproveitando um dia quente de verão ...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Volendam
















No domingo resolvemos conhecer Voledam, uma pequena cidade portuária que fica mais ou menos 15 km de Amsterdam. Pelas fotos que vi pela internet não poderia deixar de ir até lá. Pegamos o tram (bonde),e fomos até a Centraal Station.
Na CS depois de comprar os deliciosos stroopwafles( um tipo de biscoito wafle recheado com um melado), fomos nos informar o ônibus que nos levaria. Como era domingo teríamos que atravessar a balsa e de lá pegar o ônibus. Perguntei pra uma enorme holandesa onde que pagava pra pegar a balsa(pensei que eu estava em Santos indo pro Guarujá,rsrs). A sorridente garota respondeu dando gargalhadas que não tinha que pagar nada.
Pegamos o ônibus e fomos observando as fazendas e o gado holandês pela janela. O Rê ficou impressionado com a beleza das fazendas.
Descemos num ponto diferente de todos que estavam ali e fomos caminhando até o centro da cidade. Chegamos a um museu, depois num supermercado. Compramos algumas frutas(bananas e mexiricas) e o Re comprou uma latinha de cerveja. Ao sair do super o Re antes de abrir a latinha me perguntou em português:"será que pode beber na rua". O Re tinha ido ao Canadá no ano passado e lá é proibido.
Neste momento apareceu um senhora e respondeu que sim, que pode beber na rua. Nós descobrimos que ela era uma holandesa que já havia morado em São Paulo e que havia sido criada em uma daquelas belas fazendas.
Enfim chegamos ao porto: uma visão magnífica de belos barcos, muita gente zanzando pela rua principal, várias lojinhas, resturantes e barracas onde vendem o famoso Harinqui (arenque) e enguia defumada.
Passamos um dia bem agradável, compramos lembrancinhas, almoçamos um delicioso camarão, andamos pelas ruelas, descobrimos muitos bichos: patinhos, cabras, carneiros, um galo. Descobrimos também uma igreja.
As casas de Volendam parecem casinhas de boneca, lindas. No fundo das casas há um pequeno canal.
Numa das lojinhas que eu estava comprando uma boneca pra minha sobrinha, a vendedora percebeu que éramos brasileiros: daí veio a primeira e única "gozação": Vocês são brasileiros? Ah, eu conheço o Brasil. O Brasil que perdeu da gente na copa!!!"
O que responder? Devolvemos um sorriso pra ela e fomos comprar o arenque na barraquinha de rua pro Re comer. (eu não me arrisquei, o cheiro do peixe é muito forte).
Assim terminou a nossa visita por aquela fofa cidade.

domingo, 1 de agosto de 2010

A Pescaria






Passado o susto do primeiro dia colocamos em prática nossos planos: o primeiro passeio seria uma pescaria que o Re já havia organizado. O guia de pesca ficou de nos pegar no canal de frente do hotel e após nosso café da manhã recheado de um delicioso iogurte e granolas maravilhosas lá estava ele(não consigo gravar o nome dele), pontualmente dentro de seu barco nos aguardando.Ali começou nosso primeiro passeio pelo canal. Eu, particularmente estava ali apenas pra fotografar e apreciar o passeio entre os canais, mas acabei tendo aula de história, geografia, turismo e principalmente treinando o meu inglês. O guia,é um holandês muito engraçado e falante. Ele nos falava de suas pescarias e o Re falava dos peixes brasileiros e suas pescarias.Acabei entrando na conversa e fui contando várias coisas do Brasil e perguntado sobre Amsterdam enquanto apreciava a bela paisagem daqueles canais.Rimos muito,às vezes esquecia algum vocabulário em inglês e ia procurando pelas palavras, então eu disse: "my english vocabulary is very poor", mas o holandês com aquele sotaque gutural que eles tem respondeu que conseguia entender perfeitamente tudo que eu estava falando.
Pra glória do Re ele pegou seu primeiro peixinho, seguido depois de outros bem maiores.Acabou ventando muito e chovendo. Eu estava com muito frio mas o Re nem aí:até disse que ama o frio. Acabei pedindo que me levassem de volta pro hotel e voltassem pra pescaria. Eles então concordaram, o guia disse"good idea".
Uma hora depois o Re voltou e então fomos passear por toda Amsterdam e procurar um telefone público já que nós havíamos levado um cartão telefônico daqui do Brasil pré-pago.
Descobrimos que em Amsterdam não é nada fácil achar telefones públicos, encontramos só na região central já próximo do Mercado de Flores, aliás um belíssimo local mas que não vale a pena pra comprar lembrancinhas pois encontramos lojinhas bem mais baratas.
Nessa noite conhecemos também a famosa Redlight district, a rua onde as mulheres se expõe nas vitrines vestidas apenas com suas roupas íntimas. Achei muito divertido e gostei pelo fato delas apenas ficarem chamando pra entrar os rapazes desacompanhados(nada de chamar o meu Re, só pode olhar, kkk). Não percebi nenhum perigo andar por ali, afinal é verão e as ruas estão cheias de turistas andando por todos os lados. Não percebemos nenhum excesso por parte das pessoas, apenas uns adolescentes americanos que num certo momento pararam pra urinar num canal(algo inadimissível pois os canais de Amsterdam não tem nenhum cheiro ruim). Os jovens americanos ao perceberem a minha presença e do Re começaram a gritar:"sorry, sorry"....kkkkk.Assim terminou nossa segunda noite.

Enfim o sonho foi concretizado





Finalmente...mas passou tão rápido. Tanta ansiedade, estudo e preparação.O que podemos dizer? Valeu a pena,eh, eh, valeu a pena eh, eh(adoro a música Pescador de ilusões). Então vamos ao início: A Viagem: Nossa viagem começou com um pequeno atraso em Brasília, cerca de meia hora.Passado em torno de dez horas chegamos a Lisboa, um vôo tranquilo, sem turbulências. Assisti a uns quatro filmes enquanto o Rê dormia no aperto de 250 passageiros. Comecei a treinar meu inglês durante o voo mesmo pois descobri que nunca fui prof. de Língua portuguesa e sim de língua brasileira. Só conseguia entender depois que eles falavam em inglês. Os fechados portugas da TAP falam rápido demais e não fazem questão nenhuma de facilitar pros brasucas a bordo. A Chegada na Europa: Chegamos em Lisboa , nos colocaram dentro de um microônibus e começaram a dar voltas e voltas pelo aeroporto. O Re disse que a garota que dirigia era a cara da Chiquinha do Chaves( e era mesmo!!!). Passei pela alfandega sem perceber: o portuga me perguntou:"quantos dias vai ficar na Holanda?" e carimbou meu passaporte, sem sorriso muito menos boa viagem. Entramos em outro avião e nos serviram nosso café da manhã: um pão com uma fria omelete enrolada dentro do pão e aquele tradicional cafezinho ralo e frio...mas beleza, duas horas depois estávamos avistando os belos canais de Amsterdam e melhor a temperatura prometia estar bem agradável(nem frio, nem calor). Amsterdam e o extravio das malas: Chegamos enfim ao Schipol, o Aeroporto de Amsterdam. Andamos pra caramba(lembrei do nosso amigo holandês que aprendeu a palavra caramba, mas esta é outra história) até conseguirmos chegar até as esteiras das malas. Que aeroporto enorme, meu Deus!!!. Esperamos, esperamos, esperamos. Epaaaaaaaa!!!!Cadê nossas malas? Nada, nenhuma!!Nem o tubo de pescaria do Rê. Ai que angustia???O que fazer? Vimos então uma espécie de escritório para ajudar os turistas e nos dirigimos até lá. Estávamos muito nervosos e começamos a explicar a situação pro rapaz que nos atendeu. Ele pediu pra preencher uns formulários, me pediu as chaves das malas, pediu o endereço do hotel. Eu tinha tudo bem organizado na bagagem de mão: endereços, mapas, reservas de hotel... Ele nos disse que em 24 teríamos alguma notícia. O quê???24 horas??Moço eu estou cansada, quero tomar banho, tá tudo lá nas malas!!! Na verdade eu tinha uma muda de roupa pra mim e pro Rê na bagagem de mão, mas material de higiene tava tudo na outra. Ficamos então consolando um ao outro. Isso não vai estragar nossa viagem. Vamos até o hotel, tomamos um banho depois saímos pra comprar desodorante, xampú e sabonete. Isso não vai nos abalar. Na verdade por dentro eu dizia: meu Deus, tinha que acontecer???Por quê? Fomos a procura do metrõ pra chegar até a Centraal Station e de lá procurar o endereço do hotel. Chegamos a CS e resolvemos caminhar até o hotel, afinal não tínhamos nenhum peso nas mãos(alguma vantagem tem que existir). Um pouco longinho, mas fomos andando. Um tumulto de gente na CS, a primeira sensação é que é uma verdadeira bagunça de tram(bonde), ônibus e uma monte de bicicletas...mas a medida que adentrávamos na cidade podíamos contemplar o belos canais. Chegamos ao hotel, tomamos nosso banho com o bit-hotel e vamos bater perna, tomar uma cervejinha e esquecer... Andamos,andamos, batemos muitas fomos, experimentamos nossas primeiras Heineken deliciosa.Aliás, nosso hotel ficava a uns duzentos metros da fábrica da Heineken.Passamos num mercadinho mas o Rê me disse;"vamos deixar pra comprar nossos produtos e roupa só amanhã, vamos esperar até amanhã". A noite, na volta pro hotel encontramos três brasileiras(como tem brasileiro na Europa!!!) que haviam chegado de Paris. Contei pra elas nosso "drama", elas nos contaram muitos casos de extravio de mala. Mas daí veio uma luz e eu disse bem convicta. Rê, você vai ver, quando chegarmos no hotel nossas malas estarão lá. E adivinha???Chegamos ao hotel e estava tudo lá. Percebemos que uma mala tinha sido aberta e era justamente a mala que tinha o material de pesca do Rê: iscas artificiais, alicate, etc. Conclusão: por causa da quantidade de metal provavelmente eles(onde?Portugal ou Holanda?) tinham desconfiado de algo.Dormimos enfim nossa primeira noite na Europa tranquilos e felizes apesar do susto.